14 abril, 2009

Os primeiros 30 metros...

Com 6 anos, tive um momento de pura magia quando meu pai me presenteou com uma Berlinetinha dobrável verde oliva. Eu morava numa vila sem saída, (a minha era a de nº 1, a 1ª casa do mundo, assim dizia meu amigo Pérsio) com 6 casas, numa delas havia um garoto mais velho (Gesiél) que resolveu me ensinar a andar sem aquelas malditas rodinhas barulhentas. Quando estávamos com as ferramentas para tirá-las já aproveitei e comecei a tirar tudo o que eu considerá-va desnecessário como paralamas, capa de corrente, etc...
Minha rua era de paralelepípedos e falso plano então virado para a descida saia pedalando e o Gesiél mantendo-me equilibrado com uma das mãos no bagageiro. Toda vez que eu percebia que ele havia soltado do bagageiro eu metia os pés no chão, até que numa sexta ou sétima tentativa ele soltou e não disse nada, como estava concentrado em não bater em nada só olhava para frente, comecei a falar com ele e ele não respondia então olhei para traz e o vi a uns 30 metro de distáncia, olhei para frente e estava chegando a esquina e todos diziam: vira,vira e eu virei..........virei e rolei, rolei no chão e levantei como um campeão que acabava de ganhar uma medalha olímpica.

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